O Primeiro Mágico
Não se sabe exatamente quando a mágica começou, mas se sabe que as demais artes, como o teatro e a dança, eram utilizados em rituais mágicos desde a mais remota antiguidade.
O primeiro espetáculo de magia registrado foi apresentado por Dedi, na corte do faraó Kéops, construtor da Grande Pirâmide, cerca de 2.600 anos antes de Cristo.
Dedi era um Magi, nome dado aos sacerdotes da antiga Pérsia e do Egito, de onde se origina a palavra Magia.

O Primeiro Livro de Magia
Na idade média, as pessoas viviam com medo de bruxas e feiticeiros. Entre as lendas, surgiu o mito de Merlin, o grande feiticeiro da Grã-Bretanha. Entre as verdades, porém, surgiu o terrível Tribunal da Inquisição, que torturou e matou milhares de pessoas acusadas de bruxaria.
Para acabar com muitas injustiças, o Juiz Reginald Scot escreveu, em 1584, um livro chamado A Descoberta da Bruxaria, onde explicou muitos segredos utilizados pelos mágicos da época, a fim de provar que os fenômenos nada tinham de demoníacos. Esse é considerado o primeiro livro de mágicas da história.

O Primeiro Mágico de Cartola
Durante a campanha de Napoleão, muitos países foram conquistados. Um desses países era a Argélia. Mas os feiticeiros locais incitavam a população a resistir contra a ocupação francesa. Então, o governo da França utilizou uma estratégia realmente “mágica”: enviou o ilusionista mais famoso da época para enfrentar os feiticeiros da Argélia.
Monsieur Jean Eugène Robert-Houdin, ou simplesmente Robert-Houdin, utilizou números de mágica para vencer os feiticeiros e provocar a rendição dos argelinos.
Robert-Houdin é considerado o “Pai da Magia Moderna”. É dele a expressão “o mágico é um ator que faz o papel de mágico”. Graças a ele, a mágica deixou de ser apresentada por charlatões e artistas de rua, para tornar-se uma arte teatral de grande prestígio. Curiosamente, Robert-Houdin começou a se dedicar à mágica quando tinha 50 anos de idade. Mesmo assim, influenciou enormemente os mágicos de sua época, que deixaram de se apresentar com roupas exóticas e passaram a se vestir casaca e cartola. Aliás, muitos ilusionistas utilizam essas roupas até os nossos dias.

O Mestre dos Mágicos
Eric Weiss, nascido na Hungria em 1874, era um apaixonado pela magia de Robert Houdin. Então, em homenagem a ele, começou a apresentar-se com o nome artístico de Harry Houdini ou, simplemente, Houdini. Com o tempo, Houdini tornou-se um dos artistas mais importantes dos Estados Unidos, ao lado de seu grande amigo Charles Chaplin.
A fama de Houdini percorreu todos os continentes, por sua estranha capacidade de escapar de qualquer tipo de prisão. Seu lema era “Ninguém pode prender Houdini”.

O Mágico do Cinema
Quando vibramos com os poderes mágicos de Harry Potter ou outros sucessos de bilheteria, não podemos deixar de render homenagem a George Méliès, um mágico francês do século XIX. Quando o cinema nasceu, as pessoas ficaram entusiasmadas com a possibilidade de ver imagens projetadas numa parede. Porém, logo o entusiasmo passou e as salas de projeção começaram a ficar vazias, causando grande prejuízo.
Foi então que Méliès, em 1896, teve a idéia de utilizar truques de câmera para fazer grandes números de mágica nas telas. O interesse das pessoas voltou e, em pouco tempo, muitos filmes passaram a ser apresentados com truques de câmera. Assim foram inventados os efeitos especiais, que hoje encantam platéias no mundo inteiro.

O Santo Ilusionista e O Dia do Mágico
São João Bosco é um dos santos mais populares da Igreja Católica e do mundo. Por seu talento como prestidigitador, que utilizava para evangelizar e atrair fiéis aos seus sermões, é considerado o padroeiro dos mágicos nos países católicos. São João Bosco faleceu em 31 de janeiro de 1888. Por isso, no dia 31 de janeiro comemora-se o Dia de São João Bosco e, também, o Dia do Mágico.

Os Mágicos Modernos
Os mágicos modernos são muito diferentes dos antigos, embora ainda existam aqueles que, de cartola e casaca, apresentam mágicas consideradas clássicas.
Os ilusionistas de hoje podem ser esquisitos e engraçados, como o espanhol Juan Tamariz, que consegue realizar maravilhas utilizando apenas um baralho, ou sérios, como David Copperfield, que realiza espetáculos com grandes aparelhagens, as chamadas grandes ilusões.
Curiosamente, um dos maiores mágicos da atualidade é o argentino René Lavand, que perdeu um dos braços num acidente, mas é considerado um mestre do ilusionismo com cartas de baralho (cartomagia).